domingo, 6 de setembro de 2009

Algumas notícias

Visitem o site: http://www.webbrasilindigena.org/?p=569
Há sempre coisas novas sobre os indígenas e sua língua
A cada duas semanas uma língua indígena morre Das seis mil línguas que se falam no mundo, cinco mil são indígenas. E daquelas que se encontram ameaçadas de desaparecer, a maioria também é língua indígena. Segundo informação da organização Survival International, dentro do Dia Internacional da Língua Materna, celebrado amanhã (21), a cada duas semanas uma língua indígena morre.

O povo indígena dos akuntsu do norte do Brasil, por exemplo, foi contatado pela primeira vez por uma equipe do governo brasileiro em 1995. Somente sobrevivem seis membros, que viram como o resto de seu povo foi massacrado durante as décadas de 70 e 80 por latifundiários que queriam suas terras. Ninguém mais fala a língua akuntsu e, provavelmente, desaparecerá para sempre junto com seu povo.

Existem, aproximadamente, cem povos indígenas isolados em todo o mundo e suas línguas estão entre as que correm um maior perigo de extinção. A Survival acredita que muitos indígenas isolados enfrentam a grave ameaça de extinção nos próximos 20 anos.

Fontes internas da Survival declararam: “Cada vez que um povo indígena se extingue e sua língua morre, outro modo de vida e outra forma de entender o mundo desaparecem para sempre. Inclusive, foi estudado com profundidade e atestado que uma língua sem pessoas que a falem serve de pouco. Uma língua só pode viver se seu povo vive, e se queremos que os povos indígenas de hoje tenham um futuro, devemos respeitar seu direito a escolher seu próprio modo de vida”.

O ano de 2008 foi declarado pela Organização das Nações Unidas (Onu) como o Ano Internacional das Línguas.

A nota é da Survival International.
Fonte: Adital

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Português Histórico

Este é um bom link para quem tem interesse em Português Histórico, visitem!

domingo, 23 de agosto de 2009

Chamada para Inscrição de Mestrado

O Reitor da Universidade Estadual do Ceará - UECE, Prof. Francisco de Assis Moura Araripe, no uso de suas atribuições estatutárias e regimentais, torna público, para o conhecimento dos interessados, que se acham abertas as inscrições para seleção ao Curso de Mestrado Acadêmico em Lingüística Aplicada (CMLA), na área de concentração Estudos da Linguagem, em conformidade com o presente Edital.

01. Objetivo do Programa

O CMLA tem por objetivo formar mestres em Lingüística Aplicada, capacitados a desenvolverem ensino e pesquisa em diferentes línguas, campos do saber e áreas de conteúdo, através da formação de competência técnico-pedagógica e consciência crítica, derivadas do estudo interdisciplinar da linguagem, na sua complexidade como atividade interativo-discursiva.

02. Clientela

Licenciados, bacharéis em qualquer área do conhecimento e graduandos do último semestre em curso de graduação plena.

Para aqueles que irão desenvolver projeto em língua estrangeira moderna será exigida a comprovação de proficiência na respectiva língua de trabalho. Essa comprovação dar-se-á a partir de um dos seguintes documentos:

a) diploma de graduação em Letras, com habilitação numa língua estrangeira moderna, ou comprovante oficial de que está cursando o último semestre deste, com previsão de conclusão até a data da primeira matrícula do CMLA;

b) certificado de conclusão de curso regular emitido por instituições livres, públicas ou privadas, de ensino de línguas estrangeiras modernas;

c) certificado de proficiência em língua estrangeira, como: MICHIGAN, CAMBRIDGE - first certificate ou superior (inglês); D.E.L.F (A2 ou superior), D.A.L.F. (C1 ou C2) (francês); DELE - intermedio ou superior (espanhol); B2 Zertificat fur den Beruf, ou C1 Goethe Zertificat, ou C2 avançado (alemão); CELI - Certificato de Conoscenza della Língua Italiana, nos níveis 3, ou 4, ou 5, ou 5 doc (italiano); NORYOKUSHIKEN, nos níveis intermediário ou avançado (japonês), ou certificados equivalentes em outras línguas.

03. Vagas

O CMLA oferece vinte (20) vagas anuais, distribuídas em quatro linhas de pesquisa, áreas de estudo e projetos dos orientadores, conforme quadro abaixo. Uma vaga (01) está reservada para professores da UECE e, não sendo preenchida, será automaticamente transferida para os demais candidatos.

A seleção será feita por linha de pesquisa, área de estudos e orientador. Cada candidato deverá se inscrever para uma das linhas do Programa e para o orientador pretendido, apresentando um anteprojeto de pesquisa vinculado e/ou relacionado tematicamente ao projeto de pesquisa deste orientador.

sábado, 30 de maio de 2009

Ongs

As ONGs que trabalham com Povos Indígenas são muito interessantes, pois nos apresentam descrições, artigos, situações destes povos.
A Primeira ONG que gostaria de apresentar a vocês é Centro do Trabalho Indigianista

O Centro de Trabalho Indigenista (CTI) é uma Organização Não-Governamental constituída juridicamente como associação sem fins lucrativos, fundada em março de 1979 por antropólogos e indigenistas que já trabalhavam com alguns grupos indígenas do Brasil.

Missão

Contribuir para que os Povos Indígenas assumam o controle efetivo de toda e qualquer intervenção em seus territórios, esclarecendo-lhes sobre o papel do Estado na proteção e garantia de seus direitos constitucionais.



Questão sobre Oralidade e Escrita


A Dra. Rosane de Sá Amado, professora da Universidade de São Paulo, publicou o artigo "MARCAS DA ORALIDADE TIMBIRA NA PRODUÇÃO DE TEXTOS ESCRITOS EM PORTUGUÊS", no Livro organizado por BRAGGIO, S.L.B.; SOUZA FILHO, S.M., Línguas e culturas macro‐jê.

Resumo: Este trabalho visa descrever e analisar marcas de oralidade da língua timbira na produção de textos escritos em Português. Os textos foram produzidos por alunos timbira, participantes do X Módulo do Ensino Fundamental da Escola Timbira, realizado pelas Secretarias de Educação do Maranhão e do Tocantins em conjunto com a Funai e com o Centro de Trabalho Indigenista (CTI). Embora sejam falantes de português como segunda língua (PL2), com nível de fluência intermediário, os timbira apresentam grandes dificuldades na elaboração de textos escritos Os textos foram solicitados nas aulas de português, ministradas por esta pesquisadora, em forma de redações nos gêneros descritivo, narrativo e expositivo-argumentativo. A partir da leitura, fez-se um levantamento de marcas de oralidade, tais como marcadores verbais de início e fechamento do texto, uso de paráfrase, entre outras. Este trabalho faz parte do projeto “Aquisição do Português como Segunda Língua entre Comunidades Timbira”, atualmente em andamento na Universidade de São Paulo.
(imagem retirada do site: http://www.trabalhoindigenista.org.br/)