sábado, 24 de abril de 2010

Concurso Público em MS

Edital 54/2010 – Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico

quarta-feira, 7 de abril de 2010 17:26

138 vagas distribuídas em Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Ponta Porã e Três Lagoas.

Inscrição: 07 de abril a 02 de maio de 2010.
Taxa de inscrição: R$ 53,00.
Prova escrita: 23 de maio de 2010.

Edital 054/2010

Anexo II – Conteúdo Programático

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Quando não houver indicação de horário de Brasília, a referência de horário a ser considerada é o horário local de Mato Grosso do Sul.

INSCRIÇÃO NO QUADRO ABAIXO

ATENÇÃO: Antes de efetivar sua inscrição, LEIA ATENTAMENTO O EDITAL. Ao se inscrever, estará concordando com os termos nele contidos.

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Contato: derhu@utfpr.edu.br

terça-feira, 20 de abril de 2010

EDUCAÇÃO

Construtivismo e destrutivismo

"O construtivismo é uma hipótese teórica atraente e que pode
ser útil na sala de aula. Mas, nos seus desdobramentos espúrios,
vira uma cruzada religiosa, claramente nefasta ao ensino"

Minha missão é árdua: quero desvencilhar o construtivismo dos seus discípulos mais exaltados, culpados de transformar uma ideia interessante em seita fundamentalista. O construtivismo busca explicar como as pessoas aprendem. Prega que o processo educativo não é uma sequência de pílulas que os alunos engolem e decoram. É necessário que eles construam em suas mentes os arcabouços mentais que permitem entender o assunto em pauta. Essa visão leva à preocupação legítima de criar os contextos, metáforas, histórias e situações que facilitem aos alunos "construir" seu conhecimento. Infelizmente, o construtivismo borbulha com interpretações variadas, algumas espúrias e grosseiras. Vejo quatro tipos de equívoco.


O primeiro engano é pensar que teria o monopólio da verdade - aliás, qual das versões do construtivismo? As hipóteses de Piaget e Vigotsky coexistem com o pensamento criativo de muitos outros educadores e psicólogos. Dividir o mundo entre os iluminados e os infiéis jamais é uma boa ideia.

O segundo erro é achar que todo o aprendizado requer os andaimes mentais descritos pelo construtivismo. Sem maiores elaborações intelectuais, aprendemos ortografia, tabuadas e o significado de palavras.

O terceiro é aceitar uma teoria científica como verdadeira por conta da palavra de algum guru. Em toda ciência respeitável, as teorias são apenas um ponto de partida, uma explicação possível para algum fenômeno do mundo real. Só passam a ser aceitas quando, ao cabo de observações rigorosas, encontram correspondência com os fatos. Einstein disse que a luz fazia curva. Bela e ambiciosa hipótese! Mas só virou teoria aceita quando um eclipse em Sobral, no Ceará, permitiu observar a curvatura de um facho luminoso. O construtivismo não escapa dessa sina. Ou passa no teste empírico ou vai para o cemitério da ciência - de resto, lotado de teorias lindas.

Não obstante, muitos construtivistas acham que a teoria se basta em si. De fato, não a defendem com números. Obviamente, nem tudo se mede com números. Mas, como na educação temos boas medidas do que os alunos aprenderam, não há desculpas para poupar essa teoria da tortura do teste empírico, imposto às demais. Por isso, temos o direito de duvidar do construtivismo, quando fica só na teoria. Mas o que é pior: outros testaram as ideias construtivistas, não encontrando uma correspondência robusta com os fatos. Por exemplo, orientações construtivistas de alfabetizar não obtiveram bons resultados em pesquisas metodologicamente à prova de bala.

O quarto erro, de graves consequências, é supor que, como cada um aprende do seu jeito, os materiais de ensino precisam se moldar infinitamente, segundo cada aluno e o seu mundinho. Portanto, o professor deve criar seus materiais, sendo rejeitados os livros e manuais padronizados e que explicam, passo a passo, o que aluno deve fazer.

Desde a Revolução Industrial, sabemos que cada tarefa deve ser distribuída a quem a pode fazer melhor. Assim é feito um automóvel e tudo o mais que sai das fábricas. Na educação, também é assim. Os materiais detalhados são amplamente superiores às improvisações de professores sem tempo e sem preparo.

De fato, centenas de pesquisas rigorosas mostram as vantagens dos materiais estruturados ou planificados no detalhe. Seus supostos males são pura invencionice de seitas locais. Quem nega essas conclusões precisa mostrar erros metodológicos nas pesquisas. Ou admitir que não acredita em ciência.

Aliás, nada há no construtivismo que se oponha a materiais detalhados. Entre os construtivistas americanos, muitos acreditam ser impossível aplicar o método sem manuais passo a passo.

Em suma, o construtivismo é uma hipótese teórica atraente e que pode ser útil na sala de aula. Mas, nos seus desdobramentos espúrios, vira uma cruzada religiosa, claramente nefasta ao ensino.



Claudio de Moura Castro
VEJA

Edição 2161 / 21 de abril de 2010


é economista

DIA DO ÍNDIO

Funasa de MS comemora “Dia Nacional do Índio”

A FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) de Mato Grosso do Sul, através da Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI), comemora hoje (segunda-feira) o “Dia Nacional do Índio”, que são homenageados no dia 19 de abril. A recepção iniciou às 10h com um farto café da manhã, servido a todos os pacientes e funcionários. Estavam presentes enfermeiros, psicólogos, a chefe da CASAI Maria Almeida e o Chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Nelson Olazar.

A CASAI atende pacientes indígenas das 75 aldeias espalhadas por todo o Estado que estão em fase de tratamento ou acompanhamento médico. Recebendo em média 45 pacientes diariamente, a instituição oferece também aos acompanhantes, 5 refeições diárias divididas entre café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Atualmente, são 33 leitos disponíveis à pacientes que precisam se hospedar, sala de TV com biblioteca e brinquedoteca para as crianças.

De acordo com a responsável pela Casa de Apoio à Saúde Indígena Maria Almeida, essa recepção em comemoração ao Dia do Índio é muito importante para a auto-estima dos indígenas: “Fazemos questão de comemorar junto aos pacientes, essa é uma data muito especial e que não devemos deixar passar sem ser lembrada, eles ficam felizes e satisfeitos”, ressalta.