segunda-feira, 31 de maio de 2010
Depoimento Ofayé
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Algumas leituras recomendadas
DAS LÍNGUAS INDÍGENAS BRASILEIRAS
Eduardo Guimarães
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A farsa da nação indígena
Home » Revistas » Edição 2164 / 12 de maio de 2010
AntropologiaNa Bolívia, país de maioria mestiça, a ideologia que mistura |
![]() |
| "LADRÃO SERÁ LINCHADO" Os adeptos da Justiça comunitária espalham o terror com bonecos enforcados, como este, em La Paz |
Ao valorizar a Justiça comunitária, o nacionalismo indígena enfraqueceu a Justiça ordinária, "eurocêntrica", e deu o aval para que militantes do Movimento ao Socialismo (MAS), o partido do presidente, investissem contra seus desafetos impunemente. Com isso, a Bolívia tornou-se uma terra sem lei. Um caso recente é o do aimará Felix Patzi, ex-ministro da Educação do governo Morales. Apesar de estar em vantagem nas pesquisas para as eleições a governador do departamento de La Paz, de abril deste ano, não contava com o apoio de Morales. Flagrado dirigindo bêbado, foi condenado pela Justiça comunitária a fazer 1 000 tijolos. Além disso, teve a candidatura inabilitada. Se Patzi tivesse concorrido ao pleito e vencido, isso tampouco garantiria a sua posse. Em Achocalla, cidade a poucos quilômetros de La Paz que vive da produção de hortaliças, o mecânico Pedro Ninaja, um aimará, venceu as eleições para prefeito com 32% dos votos. O resultado foi divulgado no site da Corte Nacional Eleitoral no dia 10 de abril. Cinco dias depois, os números foram alterados para beneficiar o MAS. Votos de uma urna desapareceram. Ninaja reclamou para a Corte, sem efeito. "As pessoas de Achocalla sabem que é uma trapaça. Se continuar assim, Morales não conseguirá terminar o seu mandato", diz Patzi, que apoiou o cocaleiro nas últimas duas eleições presidenciais. Outras punições anunciadas como sentenças da Justiça comunitária são mais bárbaras. Em 2009, o ex-vice-presidente Victor Hugo Cárdenas, um aimará, teve a casa às margens do Lago Titicaca invadida por militantes do MAS. Ele escapou porque estava dando aulas na capital. Sua filha de 16 anos, seu filho e a esposa tiveram menos sorte e foram golpeados com pau e chicote. "A imagem de que esse governo defende os indígenas está desmoronando mais rápido do que se pensava", desabafa Cárdenas. "Os índios perceberam que a vida não mudou em nada, tampouco conseguiram alguma representatividade política."
A desilusão com a promessa de uma nação indígena pode ser aferida de várias formas. Quando iniciou seu mandato, em 2006, Morales contava com a adesão das quatro maiores organizações de índios do país. Já perdeu o apoio de duas delas: o Conselho Nacional de Ayullus e Markas do Collasuyo (Conamaq) e a Assembleia do Povo Guarani (APG). Uma terceira está dividida. É a Confederação Sindical Única de Trabalhadores Camponeses da Bolívia (CSUTCB). A perda de apoio entre os índios também pode ser confirmada pelo crescente número de bloqueios em estradas, greves e passeatas. Antes de assumir a Presidência, havia 55 protestos por mês no país, muitos deles organizados por Morales. A situação acalmou-se nos anos seguintes, já que o presidente controlava os baderneiros. Neste ano, contudo, os distúrbios populares voltaram a patamares semelhantes aos de 2005. Por fim, nas eleições regionais de abril, apesar de ter garantido o controle da maioria dos departamentos do país, o MAS só conquistou a prefeitura de três das dez maiores cidades. "Morales perdeu o monopólio do voto indígena", disse a VEJA o antropólogo Ricardo Calla, da Universidade da Cordilheira, em La Paz. "Sua antiga base agora está dividida, e há índios que se consideram de direita, de centro e de esquerda." Mais do que o retorno a um passado pré-colombiano idealizado, o nacionalismo indígena angariou fãs ao prometer um futuro de harmonia e prosperidade. Na Bolívia, a ascensão de uma ideologia assim é compreensível. Apesar de serem minoria no país, os índios formam 65% da camada mais pobre da população. Agora, eles começam a tomar consciência do fato de que foram enganados.
Aimará e humanista
|
Apartheid indígena
|
Açoitado até desmaiar
|
Sem independência
|
Indígenas têm acesso a novas tecnologias de educação
quarta-feira, 14 de abril de 2004
A utilização de tecnologias que facilitam o aprendizado a distância estão cada vez mais presentes na educação dos índios brasileirosFoi-se o tempo em que índio era quase sinônimo de isolamento. Neste começo de século XXI, os povos indígenas estão a cada dia mais integrados no mundo globalizado. As tecnologias que permitem o acesso à aprendizagem a distância facilitam a comunicação entre tribos situadas em territórios distantes. Para isso, tem contribuído a atuação da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (Seed/MEC), que vem desenvolvendo diversas ações nas comunidades indígenas.
Um exemplo são os programas produzidos pela TV Escola, que divulgam a diversidade cultural dos índios brasileiros. Professores indígenas de sete estados (Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Pernambuco, Roraima, Acre e Rio Grande do Sul) passaram por cursos de capacitação para utilizar em sala de aula não só os vídeos da TV Escola, mas também o material impresso de uso pedagógico - e, assim, conhecer um pouco da história deles mesmos.
Gravada em 1999, a série de dez programas Índios do Brasil, da TV Escola, traça um perfil dos índios brasileiros, apresenta a sua relação com a natureza, mostra o problema da demarcação das terras, o contato com os brancos, as epidemias e os direitos do povo indígena. "A série é constantemente reprisada por ser ainda bastante atual", diz Kleber Gesteira, da Coordenação-Geral de Apoio às Escolas Indígenas do MEC. "Os programas atendem bem a uma das diretrizes do Plano Nacional de Educação, que é combater o preconceito e informar sobre as sociedades e culturas indígenas."
Além da série, o programa Salto para o Futuro, também veiculado pela TV Escola, todo ano organiza uma rodada de discussões sobre educação. Este ano, o tema é a formação de professores indígenas. Os debates devem ir ao ar na primeira semana de agosto. Outras produções agendadas para 2004 são os programas Mitos e Lendas Indígenas, com o roteiro já pronto, Formação do Professor Indígena e Povos Indígenas e Tolerância, os dois últimos ainda sem previsão de estréia.
Internet - A internet e o rádio são outras tecnologias que chegam às diferentes tribos. Escolas indígenas de sete estados (Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco e Santa Catarina) começam a desenvolver projetos com o uso da informática. Organizações não-governamentais doam equipamentos e apóiam projetos. Oito escolas indígenas receberam, recentemente, computadores do Programa Nacional de Informática da Educação (ProInfo/MEC) e planejam o uso pedagógico da nova tecnologia.
Na Escola Estadual Indígena Bokimuju, em São João das Missões (MG), os computadores foram instalados no ano passado. Os dois mil alunos começam, este ano, a desenvolver trabalhos no laboratório de informática. Além de servir para o aprendizado pedagógico, os computadores, por meio da internet, facilitam a comunicação na comunidade. Antes, o único meio de comunicação na reserva era o orelhão, em frente à sede da escola.
Professores de quatro escolas indígenas de Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul estão sendo capacitados para utilizar a linguagem radiofônica em sala de aula. O projeto-piloto Educom.Rádio, uma parceria entre a Seed e a Universidade de São Paulo (USP), tem a meta de capacitar professores de 70 escolas do Centro-Oeste em 2004. "O rádio é um instrumento que resgata a oralidade, e como a cultura oral é bastante forte nas comunidades indígenas, ele poderá ser muito bem usado como instrumento pedagógico e meio de expressão'''', diz a coordenadora de Comunicação do Núcleo de Comunicação e Educação da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, Cláudia Lago.
Brasil indígena - Em todo o Brasil, há 414 mil índios vivendo em terras indígenas distribuídos em 220 grupos. Hoje, eles representam apenas 0,24% da população brasileira. Há atualmente cerca de 7 mil professores nas 2.079 escolas indígenas, sendo 85% deles de origem indígena. Desde a década de 70, os índios já lecionavam. Mas só a partir da Constituição de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, é que passaram a ser reconhecidos legalmente em suas diferenças e peculiaridades. O Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas, lançado em 1998 pelo MEC, reafirmou o direito ao ensino bilíngüe e a um currículo que privilegia os conhecimentos, os costumes, a história e as necessidades de cada nação indígena.
Fonte: MEC
domingo, 2 de maio de 2010
Revista da PUCRS - Séculos Indígenas no Brasil
| Link: http://www.pucrs.br/edipucrs/nepci/frame.htm Capa |
| Conselhos |
| Folha de rosto |
| Créditos |
| A dignidade da nação brasileira repousa na sobrevivência dos índios |
| A imagem da cultura indígena brasileira |
| Universidade e carnaval |
| Apresentação |
| I - Brumas, imagens e histórias |
| II - O verde e o verbo – homem e ambiente na fala dos seus amantes |
| III - “...Surpreenderá a todos não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio” |
| IV - Urbis, Peri, peri-urbano |
| V - Outras ocas, múltiplas palavras |
| VI - Indexação do acervo de imagens |
| VII - Referências bibliográficas e créditos complementares |
| VIII - Agradecimentos |
| Contra-capa |






